quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Let's put it on topics

1) Não te arrependas do que não fizeste.
2) Pensa menos, vive mais.
3) Respira fundo, e recomeça.
4) Concentra-te no que é realmente importante.

sábado, 20 de novembro de 2010

Em jeito de balanço

Nesta última semana, com tudo o que aconteceu, concluo que ou estou a começar uma maré de sorte gigante ou algo de ruim está para me acontecer.
É que quando a esmola é de mais, o pobre desconfia.
Ser bem tratada, elogiada, ter oportunidades de ouro e fazer apresentações sucessivas de trabalhos que só recebem elogios não é bem aquilo a que me tenho vindo a acostumar...

Deus, o que quer que seja, não pares agora está bem?

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Falta-me o ritmo

Não sei brincar a esses jogos. Mas gostava.
Perdi-lhe o jeito. Ou talvez, na verdade, nunca o tenha tido.

Uma coisa te digo: cada vez que passo um bocadinho contigo a minha auto-estima agradece.
E tens tanto do que me faz bem!
Mas fico bloqueada. Não consigo acompanhar-te. E gostava.

E danças tão bem...

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Sou uma gabarolas

Hoje fizeram-me um dos melhores elogios de que me lembro. Estamos a falar de trabalho.
Mas assim daqueles elogios que uma aluna como eu (com uma média miserável) não espera nunca ouvir da boca de um professor da universidade.
Acho que até fiquei corada.

E mais: não foi uma, mas sim duas professoras.
É caso para me babar.
E para agora estar com um medo de as desiludir assim do tamanho de um arranha-céus.

O Baile de Finalistas

Fui ao baile de finalistas. Não o do meu ano actual, esse deve ser daqui a um ano.
Fui ao baile de finalistas do ano em que entrei para a FFUL.
Aquele que fez sentido. Porque é "o meu ano", porque são as pessoas que mais me conhecem, porque embora tenha chumbado um ano eles não me abandonaram.
Apareci em imensas fotos no filme que fizeram. Estive sempre presente.
Ainda assim, acho que posso dizer que o momento alto do filme foi a foto do meu bolo de aniversário de há uns anos atrás.
Com erros e tudo.

(Nossa Senhora do Almofariz, Dai-me com o Pilão para ser feliz!)

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Sra Ministra

Um "Adeus" para si.
Mas um de despedida e bem antipático, que o Sr. João não tem nada a ver com isto. E dele, a memória que fica é bem bonita.
Já a Sra... é o que se chama: perder uma boa oportunidade para estar calada.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Isto só pode ser TPM

Hoje apetecia-me ter alguém a quem chatear. Assim só mesmo para dividir esta nuvem negra que andou bem colada a mim o dia todo. E fez com que as minhas hormonas andassem aos saltinhos todo o santo dia.

Mas tinha que ser um tipo que gostasse muito de mim, que isto das neuras é uma coisa chata. Ninguém me atura em dias como este se não gostar muito de mim. Inclusivamente eu.

Raispartam as hormonas. As hormonas e a senhora que me mandou ler uma guideline de 50 páginas.

(Não sei se já disse que as hormonas são bichos chatos...)

sábado, 6 de novembro de 2010

Das coincidências

Ou de como eu não acredito que existam.


quarta-feira, 3 de novembro de 2010

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

O Porquê do Roxo

Quando entrei para a FFUL diziam que esta era a Faculdade dos Frustrados da Universidade de Lisboa. Ora, se por um lado eu fui das que ponderou medicina, nunca percebi muito bem porque haveria de me sentir frustrada no curso que escolhi.
Pus-me a pensar sobre o assunto e acho que a resposta, para o meu caso, está na infância.
Em miúda, quis ser muitas coisas: jornalista, professora, bancária, cozinheira... Curiosamente e ao contrário da maioria das meninas, nunca quis ser cabeleireira. Mas um dia, os meus pais ofereceram-me uma prenda que mudou o meu imaginário infantil. Literalmente.
Quando tive a certeza que o que tinha à minha frente era um microscópio, delirei. Esqueçam lá as entrevistas, as fichas de avaliação corrigidas criteriosamente a vermelho, os cheques a brincar e os bolos de areia enfeitados com pedrinhas. O que passou a ter piada foi observar gotas de sangue (que o desgraçado do meu pai me cedia gentilmente depois de eu lhe esfregar os dedos com álcool), pedaços de bolor desfocados, asas de insectos, cabelos... Enfim, tinha descoberto que conseguia ver coisas pequeninas, daquelas que mais ninguém conseguia ver. E achava-me a maior.
Depois disto as minhas brincadeiras mudaram radicalmente. As bonecas começaram a andar com arranhões, braços partidos, febres e um conjunto de outras doenças para as quais eu fazia análises (com as dádivas fantásticas do meu pai) e lhes dava medicamentos. Este fascínio pelos medicamentos tornou-se tão sério que, um dia, me levou a estragar aquele que durante grande parte da minha infância foi o meu boneco favorito. Lembram-se do Nenuco? Aquele que se limitava a fazer bolhinhas com a boca? Pois, eu tinha um desses. Andava sempre com ele. Acho que foi o boneco que mais febres, arranhões e outros que tal teve durante esta fase.
Ainda assim cansei-me de o curar de doenças que eu imaginava. Até que um dia, esta mente brilhante que vos escreve, concluiu: "se ele faz bolhas, só pode estar doente da boca".Peguei num bocado de pão, fiz um comprimido e decidi curá-lo. De vez! A minha mãe não ficou muito satisfeita. Disse que eu o tinha estragado... Cá para mim, no auge dos meus 4 anos, ele estava curado!
Depois disto a curiosidade aumentou e as brincadeiras reforçaram-se. Desde Smarties, que consoante a cor curavam qualquer dor, a fingir que fazia pomadas e xaropes, nunca deixei de ser uma mini-farmacêutica.
Por isso não, não me considero frustrada. Depois da infância e do interesse em medicamentos que estas brincadeiras me incutiram. Depois de ver que neste curso também se "brinca" com microscópios e também se fazem comprimidos, só posso estar feliz! Este é o curso da minha vida!
Porquê o Roxo? Não podia ser outra cor!

(Texto publicado na revista Pharmacevtica nº57 da AEFFUL, Outubro de 2010. Escrito a 9 de Setembro de 2010)