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sábado, 15 de janeiro de 2011
P'la tua saúde rapaz
Ruben Patrick, tu ouve o que te diz o Pipoco. Olha que ele percebe das coisas!!!
domingo, 9 de janeiro de 2011
Do arrependimento
Acho que a imagem ali de baixo descreve exactamente aquilo que penso no que toca a arrependimentos.
Em abono da verdade, o certo é que não me arrependo mesmo de nada do que fiz até agora. Nada.
Mas... e quando o arrependimento surge depois de não termos feito alguma coisa?
Não me agrada ver que se deixam oportunidades passar. Por mais que sejam coisas tendencialmente insignificantes (se bem que dificilmente sabemos o significado de determinada acção antes de acontecer).
Não sou a voz da consciência de ninguém. Os meus amigos não têm que fazer as coisas de acordo com os meus conselhos (e eu sei bem que "falar é fácil").
O que mais me custa é ver que, de facto, podia ter sido tão mais, tão melhor, tão maior... e agora apenas dói.
Seja como for, se a vida nos põe à prova (e nestes "jogos" detesto perder) há que dar o nosso melhor sem medos. Sem pensar que vai correr tudo mal. Sem pensar que depois vai doer. Sem acreditar que se vai perder, mais do que na possibilidade de ganhar.
Acredito mesmo que quem não arrisca não petisca e mais vale bater com a cabeça depois de uma desilusão do que sofrer com a ilusão do que poderia ter sido.
Em abono da verdade, o certo é que não me arrependo mesmo de nada do que fiz até agora. Nada.
Mas... e quando o arrependimento surge depois de não termos feito alguma coisa?
Não me agrada ver que se deixam oportunidades passar. Por mais que sejam coisas tendencialmente insignificantes (se bem que dificilmente sabemos o significado de determinada acção antes de acontecer).
Não sou a voz da consciência de ninguém. Os meus amigos não têm que fazer as coisas de acordo com os meus conselhos (e eu sei bem que "falar é fácil").
O que mais me custa é ver que, de facto, podia ter sido tão mais, tão melhor, tão maior... e agora apenas dói.
Seja como for, se a vida nos põe à prova (e nestes "jogos" detesto perder) há que dar o nosso melhor sem medos. Sem pensar que vai correr tudo mal. Sem pensar que depois vai doer. Sem acreditar que se vai perder, mais do que na possibilidade de ganhar.
Acredito mesmo que quem não arrisca não petisca e mais vale bater com a cabeça depois de uma desilusão do que sofrer com a ilusão do que poderia ter sido.
sábado, 8 de janeiro de 2011
Da morte do Carlos Castro
Eu pensava que o nosso país tinha finalmente dado uns passos no sentido da evolução.
A sério que sim!
Independentemente das opções sexuais de cada um, pensava inocentemente que as pessoas valiam pelo que eram e não pela sua sexualidade, e que nós (Portugal) sabíamos separar as águas quando se tratam de assuntos sérios que envolvem pessoas cujas orientações não se coadunam com as da maioria.
Portanto, a meu ver, isto trata-se de uma morte macabra de uma figura pública. Ponto final. Não me interessa se ele é homossexual, bígamo, pertencente a uma seita estranha, whatever! Foi uma pessoa que morreu e, para agravar a situação, de uma maneira mosntruosa.
Eu achava que este nosso Portugal era de facto um país que iria comentar as atrocidades do crime, sim, mas essencialmente o desaparecimento de um homem muito conhecido de todos.
Achava até ver comentários como este:
"já alguém perguntou ao morto se a morte não fazia parte da brincadeira sexual? eu acho que sim, num quarto hotel com 34 andares, em NY, há muita forma de expressar a sexualidade romântica. eu não lamento nada esta morte! E o luís goucha, já viram se está bem?"
Este e outros parecidos. Completamente desprovidos de sentido e, bastante mais grave, desprovidos de humanidade.
A sério que sim!
Independentemente das opções sexuais de cada um, pensava inocentemente que as pessoas valiam pelo que eram e não pela sua sexualidade, e que nós (Portugal) sabíamos separar as águas quando se tratam de assuntos sérios que envolvem pessoas cujas orientações não se coadunam com as da maioria.
Portanto, a meu ver, isto trata-se de uma morte macabra de uma figura pública. Ponto final. Não me interessa se ele é homossexual, bígamo, pertencente a uma seita estranha, whatever! Foi uma pessoa que morreu e, para agravar a situação, de uma maneira mosntruosa.
Eu achava que este nosso Portugal era de facto um país que iria comentar as atrocidades do crime, sim, mas essencialmente o desaparecimento de um homem muito conhecido de todos.
Achava até ver comentários como este:
"já alguém perguntou ao morto se a morte não fazia parte da brincadeira sexual? eu acho que sim, num quarto hotel com 34 andares, em NY, há muita forma de expressar a sexualidade romântica. eu não lamento nada esta morte! E o luís goucha, já viram se está bem?"
Este e outros parecidos. Completamente desprovidos de sentido e, bastante mais grave, desprovidos de humanidade.
segunda-feira, 3 de janeiro de 2011
sexta-feira, 31 de dezembro de 2010
Do fim das coisas
Nunca foi muito dada a balanços. Especialmente de coisas com muitos dias: esqueço-me de mais de metade do que aconteceu. Mas nestas coisas ter um blogue dá jeito e, desta vez, apeteceu-me.
Ao ano que agora termina tenho a dizer:
- Obrigada, foste um ano porreiro! Se não me poupaste as dúvidas, as indecisões, as reflexões atabalhoadas e o medo; também posso dizer que foste um mãos largas no que tocou a oportunidades, certezas, conclusões, opções e divertimento. Não me levaste ninguém. Não me roubaste saúde. No que toca a dinheiro, cá em casa não sobra mas chega. Conseguiste sempre dar-me(/nos) algo positivo depois de me(/nos) acontecer alguma coisa ruim.
Agora, se me dão licença:
Ao ano que agora termina tenho a dizer:
- Obrigada, foste um ano porreiro! Se não me poupaste as dúvidas, as indecisões, as reflexões atabalhoadas e o medo; também posso dizer que foste um mãos largas no que tocou a oportunidades, certezas, conclusões, opções e divertimento. Não me levaste ninguém. Não me roubaste saúde. No que toca a dinheiro, cá em casa não sobra mas chega. Conseguiste sempre dar-me(/nos) algo positivo depois de me(/nos) acontecer alguma coisa ruim.
Agora, se me dão licença:
- Caro 2011: é com alegria e algum receio que o vejo chegar. Sei que não me conhece, mas espero que os 365 dias que iremos passar juntos sirvam para nos conhecermos melhor e, quiçá, estreitarmos relações.
-Posso desde já avançar que tenho grandes expectativas para a sua estadia junto da minha pessoa: o famigerado estágio, o fim do curso, a mudança inevitável de alguns hábitos e ritmos de vida, pessoas que irão ficar (fisicamente) mais longe, pessoas novas que se irão cruzar no meu caminho, a viagem que pretendo fazer... Ainda assim, como não me conhece, posso adiantar que sou de enfrentar tudo o que tiver de ser, como tiver de ser.
-Mas se me é permitido, peço-lhe: não me leve ninguém; não me roube a saúde, não me poupe a insegurança nem a bonança que segue sempre uma tempestade. Não me derrube o sonho que começou a fermentar no fim de 2010, mesmo que para isso tenha que trabalhar o triplo.
-Espero que, venha como vier, nos venhamos a tornar amigos, tal como com o ano que o antecedeu. Atenciosamente,
P'
[A vocês: espero que em 2011 não vos falte nada do que é verdadeiramente essencial. Entrem no novo ano da melhor maneira.]
terça-feira, 7 de dezembro de 2010
sábado, 4 de dezembro de 2010
Coisas simples que me deixam de coração cheio
Saber que, depois de todos os contratempos que já tivemos este ano, a família se vai juntar toda para celebrar o Natal.
Vamos ser muitos à mesa. Vamos ser muitos a rir quando for disso o momento. Vamos ser muitos a chorar quando nos lembrarmos da pessoa que falta. Vamos ser muitos a partilhar os sorrisos quando as crianças da família abrirem os presentes.
E isto é coisa para me deixar feliz. Saber que estão vivos. Saber que ainda posso ver os seus sorrisos.
Desculpem, mas a época natalícia deixa-me assim, a dar (ainda mais) importância às pequenas coisas que tornam a nossa vida maior.
Vamos ser muitos à mesa. Vamos ser muitos a rir quando for disso o momento. Vamos ser muitos a chorar quando nos lembrarmos da pessoa que falta. Vamos ser muitos a partilhar os sorrisos quando as crianças da família abrirem os presentes.
E isto é coisa para me deixar feliz. Saber que estão vivos. Saber que ainda posso ver os seus sorrisos.
Desculpem, mas a época natalícia deixa-me assim, a dar (ainda mais) importância às pequenas coisas que tornam a nossa vida maior.
(Sabes, nesta altura é quando sinto mais a tua falta. Das gargalhadas que davas quando vias a cara do nosso menino abrir os presentes. De quando refilavas comigo por não me arranjar ou não vestir uma roupa mais bonita. De quando, às tantas da manhã decidias fazer cacau e comer filhós sentada no chão em frente à lareira.
Mas sei que, estejas onde estiveres, estás contente pela forma como tudo continuou. Pela maneira como és recordada e pelo teu menino, que hoje está um homem, ser um adolescente feliz.)
quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
Do medo
Este c*brão que me ata os braços e as pernas e as mãos e o raciocínio.
Nunca fui menina de metades, de meios termos, de "quases".
Comigo ou é ou não é. Ou gosto ou não gosto, ou quero ou não quero. Detesto o talvez.
Mas que m*rda de sentimento este que quando me acontecem coisas boas, quando a vida me corre realmente de feição, me faz tremer e retrair. Que me põe a pensar que deve estar tudo para terminar. Que me faz evitar coisas que até gosto e que até me fazem bem porque a possibilidade de as perder, ou de não serem como esperava, por si só é motivo para parar!
Raisparta este nó que dei no coração. Raisparta a incerteza, a dúvida e a insegurança.
Quero o quê? Viver sem arriscar? Não falhar? Não cometer erros? É que isso eu sei ser impossível. É que estas coisas são o que dá sabor à vida. É que as falhas, os erros, os riscos, as desilusões são quem mais nos ensina sobre quem, como e porque somos!
E eu, que nunca fui menina de metades, que sempre tive a minha vida estruturada, sempre soube como ia ser, o que queria fazer e para onde queria ir; tenho o coração a mil por não saber adivinhar o futuro!
E depois começo a gostar de me ir descobrindo. Acho piada às situações insólitas. O coração aquece com momentos desconhecidos. Mas o medo, embora não se manifeste tanto, continua cá. Talvez passe a chamar-lhe precaução.
Nunca fui menina de metades, de meios termos, de "quases".
Comigo ou é ou não é. Ou gosto ou não gosto, ou quero ou não quero. Detesto o talvez.
Mas que m*rda de sentimento este que quando me acontecem coisas boas, quando a vida me corre realmente de feição, me faz tremer e retrair. Que me põe a pensar que deve estar tudo para terminar. Que me faz evitar coisas que até gosto e que até me fazem bem porque a possibilidade de as perder, ou de não serem como esperava, por si só é motivo para parar!
Raisparta este nó que dei no coração. Raisparta a incerteza, a dúvida e a insegurança.
Quero o quê? Viver sem arriscar? Não falhar? Não cometer erros? É que isso eu sei ser impossível. É que estas coisas são o que dá sabor à vida. É que as falhas, os erros, os riscos, as desilusões são quem mais nos ensina sobre quem, como e porque somos!
E eu, que nunca fui menina de metades, que sempre tive a minha vida estruturada, sempre soube como ia ser, o que queria fazer e para onde queria ir; tenho o coração a mil por não saber adivinhar o futuro!
E depois começo a gostar de me ir descobrindo. Acho piada às situações insólitas. O coração aquece com momentos desconhecidos. Mas o medo, embora não se manifeste tanto, continua cá. Talvez passe a chamar-lhe precaução.
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
Das galas de algumas faculdades
É suposto ir-se para uma discoteca vestida como se fossemos a uma festa de um criador de alta costura?
Não dançarmos porque a toilette sem os sapatos não fica completa? (E dançar sem sapatos é crime, além de que abanar os ombrinhos faz o mesmo efeito que dançar como deve ser! Claro que levar uns sapatos menos fashion mas toleráveis não faz sentido...)
Sem nos podermos mexer bem, tal é a quantidade de apetrechos que os nossos vestidos ostentam?
Credo, que lá para os meus lados é tudo muito mais simples!
Não dançarmos porque a toilette sem os sapatos não fica completa? (E dançar sem sapatos é crime, além de que abanar os ombrinhos faz o mesmo efeito que dançar como deve ser! Claro que levar uns sapatos menos fashion mas toleráveis não faz sentido...)
Sem nos podermos mexer bem, tal é a quantidade de apetrechos que os nossos vestidos ostentam?
Credo, que lá para os meus lados é tudo muito mais simples!
quarta-feira, 24 de novembro de 2010
Let's put it on topics
1) Não te arrependas do que não fizeste.
2) Pensa menos, vive mais.
3) Respira fundo, e recomeça.
4) Concentra-te no que é realmente importante.
2) Pensa menos, vive mais.
3) Respira fundo, e recomeça.
4) Concentra-te no que é realmente importante.
domingo, 24 de outubro de 2010
Das coisas que me deixam um bocadinho triste
Imaginem o seguinte:
Têm uma amiga que teve uma relação longa. A relação acabou porque o dito cujo quis, não porque a amiga quisesse. Essa relação foi tão longa que a convivência foi muita, e expressões típicas da família da vossa amiga, foram-se entranhando na relação.
Depois da relação acabar, o dito cujo arranja uma namorada nova. A vossa amiga sofre porque no fundo ainda gosta dele. E vocês: "Tu és melhor que isto! Não te vais deixar abater por tão pouco! Tu se não tens ninguém é porque não queres!" e mais uma série de frases é-mais-fácil-falar-que-fazer que vocês tão bem sabem (porque já sentiram na pele) que confortam mas não resolvem. O sofrimento dela vai diminuindo, quase que inevitavelmente, com o tempo.
Um belo dia, vocês cruzam-se com o ex da vossa amiga e com a namorada nova. Nesse belo dia apercebem-se que ele trata a nova namorada de maneira exactamente igual à que tratou a vossa amiga. Com aquelas expressões tão típicas da família dela, que vocês só conhecem porque até tratam os pais dela por tios e é como se fossem mesmo da família. Que a nova namorada se ri dessas expressões (sem perceber sequer o que significam, que cada região do país tem os seus vocábulos, e a família da vossa amiga é um poço sem fundo de expressões fora do comum) como uma criança semi-histérica e acrescenta: "Dizes coisas tão engraçadas!"
E vocês lembram-se de como a vossa amiga lhe explicou o significado de cada expressão. De como ele ficava intrigado e fascinado de cada vez que ouvia uma nova. De como ele a tratava carinhosamente por esses vocábulos e vos ia contar que ela gostava/achava piada/ficava embevecida por ele usar expressões típicas da família dela.
E vocês (eu) têm pena. Porque uma coisa que era dela, que ela valoriza, de que ela tanto se orgulha, está a ser "mal-usado" por quem nem sequer o percebe. E por quem a fez tão infeliz.
Têm uma amiga que teve uma relação longa. A relação acabou porque o dito cujo quis, não porque a amiga quisesse. Essa relação foi tão longa que a convivência foi muita, e expressões típicas da família da vossa amiga, foram-se entranhando na relação.
Depois da relação acabar, o dito cujo arranja uma namorada nova. A vossa amiga sofre porque no fundo ainda gosta dele. E vocês: "Tu és melhor que isto! Não te vais deixar abater por tão pouco! Tu se não tens ninguém é porque não queres!" e mais uma série de frases é-mais-fácil-falar-que-fazer que vocês tão bem sabem (porque já sentiram na pele) que confortam mas não resolvem. O sofrimento dela vai diminuindo, quase que inevitavelmente, com o tempo.
Um belo dia, vocês cruzam-se com o ex da vossa amiga e com a namorada nova. Nesse belo dia apercebem-se que ele trata a nova namorada de maneira exactamente igual à que tratou a vossa amiga. Com aquelas expressões tão típicas da família dela, que vocês só conhecem porque até tratam os pais dela por tios e é como se fossem mesmo da família. Que a nova namorada se ri dessas expressões (sem perceber sequer o que significam, que cada região do país tem os seus vocábulos, e a família da vossa amiga é um poço sem fundo de expressões fora do comum) como uma criança semi-histérica e acrescenta: "Dizes coisas tão engraçadas!"
E vocês lembram-se de como a vossa amiga lhe explicou o significado de cada expressão. De como ele ficava intrigado e fascinado de cada vez que ouvia uma nova. De como ele a tratava carinhosamente por esses vocábulos e vos ia contar que ela gostava/achava piada/ficava embevecida por ele usar expressões típicas da família dela.
E vocês (eu) têm pena. Porque uma coisa que era dela, que ela valoriza, de que ela tanto se orgulha, está a ser "mal-usado" por quem nem sequer o percebe. E por quem a fez tão infeliz.
sábado, 25 de setembro de 2010
Não sei se ria, se chore
Sei que já estou uns dias atrasada. E que já mais gente falou disto, e muito melhor que eu (Avé Polo Norte).
Mas só agora li, como tal só agora posso comentar.
E digo-vos, este texto está qualquer coisa.
Eu, curiosamente, sou Gordinha. Também curiosamente, não sou minimamente maria-rapaz. Ou pelo menos o meu conceito de maria-rapaz não inclui vernizes, maquilhagem, vaidades femininas e um certo aprumo em coisas simples, como a depilação. Mas claro está, eu posso estar errada.
Eu, curiosamente, quando estou com os meus amigos do sexo masculino considero-me (e eles a mim) "one of the guys", não tenho grande pudor de falar em sexo, dizer asneiras, ir comer bifes à Portugália, ir ao cinema, o que seja. Confesso que "fazer chichi de pernas abertas num beco do Bairro Alto" não faz parte da educação que os meus pais me deram.
Mas o mais giro, é que sempre fui assim, Gordinha, mas grande parte do tempo com namorado (que de acordo com a autora da crónica é quase incompatível). E mais giro ainda, é que sou exactamente a mesma Gordinha quando estou com as minhas amigas mulheres. Sempre.
Mas só agora li, como tal só agora posso comentar.
E digo-vos, este texto está qualquer coisa.
Eu, curiosamente, sou Gordinha. Também curiosamente, não sou minimamente maria-rapaz. Ou pelo menos o meu conceito de maria-rapaz não inclui vernizes, maquilhagem, vaidades femininas e um certo aprumo em coisas simples, como a depilação. Mas claro está, eu posso estar errada.
Eu, curiosamente, quando estou com os meus amigos do sexo masculino considero-me (e eles a mim) "one of the guys", não tenho grande pudor de falar em sexo, dizer asneiras, ir comer bifes à Portugália, ir ao cinema, o que seja. Confesso que "fazer chichi de pernas abertas num beco do Bairro Alto" não faz parte da educação que os meus pais me deram.
Mas o mais giro, é que sempre fui assim, Gordinha, mas grande parte do tempo com namorado (que de acordo com a autora da crónica é quase incompatível). E mais giro ainda, é que sou exactamente a mesma Gordinha quando estou com as minhas amigas mulheres. Sempre.
sábado, 18 de setembro de 2010
quarta-feira, 25 de agosto de 2010
quinta-feira, 12 de agosto de 2010
Dos fogos
Bem sei que anda tudo a falar nisto. Nos noticiários, no facebook...
Mas desta vez não consigo ser diferente.
Ontem regressei a casa no Intercidades da Beira Alta. O que vi não tem explicação.
Um manto negro cobre uma zona que, desde que me lembro, foi verde. O cheiro a madeira queimada entranha-se nas pessoas.
Depois de termos ficado parados durante pouco mais de 20 minutos na estação de Fornos de Algodres, passámos numa zona em que as chamas ainda estavam acesas mesmo ao lado dos carris. E o fogo que ali ardeu estava já em fase de rescaldo.
Talvez isto me afecte mais porque o meu pai foi bombeiro voluntário durante muitos anos. Talvez porque na aldeia da minha infância, houve um fogo que consumiu grande parte dos terrenos dos meus tios e esteve bem pertinho de nossa casa, há muitos anos.
Sejam conscientes por favor. Sejam responsáveis e não tenham comportamentos que ponham em risco o pouco verde que ainda resta ao nosso Portugal.
Pensem nos bombeiros que já morreram e naqueles que ficaram feridos a tentar salvar património que é de todos.
Ver Portugal coberto de negro e fumo entristece-me.
Mas desta vez não consigo ser diferente.
Ontem regressei a casa no Intercidades da Beira Alta. O que vi não tem explicação.
Um manto negro cobre uma zona que, desde que me lembro, foi verde. O cheiro a madeira queimada entranha-se nas pessoas.
Depois de termos ficado parados durante pouco mais de 20 minutos na estação de Fornos de Algodres, passámos numa zona em que as chamas ainda estavam acesas mesmo ao lado dos carris. E o fogo que ali ardeu estava já em fase de rescaldo.
Talvez isto me afecte mais porque o meu pai foi bombeiro voluntário durante muitos anos. Talvez porque na aldeia da minha infância, houve um fogo que consumiu grande parte dos terrenos dos meus tios e esteve bem pertinho de nossa casa, há muitos anos.
Sejam conscientes por favor. Sejam responsáveis e não tenham comportamentos que ponham em risco o pouco verde que ainda resta ao nosso Portugal.
Pensem nos bombeiros que já morreram e naqueles que ficaram feridos a tentar salvar património que é de todos.
Ver Portugal coberto de negro e fumo entristece-me.
domingo, 1 de agosto de 2010
quinta-feira, 29 de julho de 2010
A vida (ou uma reflexão atabalhoada)
Dói-me não poder resolver os problemas daqueles que gosto.
Dói-me o facto de me doer.
Dói-me a minha nova maneira de encarar algumas coisas.
Doem-me as verdades que eu sei, mas tento esconder de mim mesma.
"Should I care less?"
Dói-me o facto de me doer.
Dói-me a minha nova maneira de encarar algumas coisas.
Doem-me as verdades que eu sei, mas tento esconder de mim mesma.
"Should I care less?"
quarta-feira, 9 de junho de 2010
segunda-feira, 17 de maio de 2010
I can see clearly now
Não sou menina de desistir. Seja do que for.
Para o bem ou para o mal, a preserverança é daquelas características que tenho entranhadas até ao tutano.
Acho que pela 1ª vez na vida desisti de alguma coisa.
Mas como foi desistir de ti para lutar por mim... acho que é uma desistência justa.
Não foi fácil. Ainda estive renitente. Ainda bati o pé um bocadinho.
Mas depois apercebi-me que entre escolher-te a ti ou escolher-me a mim... prefiro-me a mim.
Não que esteja absolutamente feliz com esta desistência, mas quero acreditar que é melhor assim.
Tanto que é esta a música que me surge enquanto penso nisto.
Para o bem ou para o mal, a preserverança é daquelas características que tenho entranhadas até ao tutano.
Acho que pela 1ª vez na vida desisti de alguma coisa.
Mas como foi desistir de ti para lutar por mim... acho que é uma desistência justa.
Não foi fácil. Ainda estive renitente. Ainda bati o pé um bocadinho.
Mas depois apercebi-me que entre escolher-te a ti ou escolher-me a mim... prefiro-me a mim.
Não que esteja absolutamente feliz com esta desistência, mas quero acreditar que é melhor assim.
Tanto que é esta a música que me surge enquanto penso nisto.
domingo, 9 de maio de 2010
Este não é um post deprimido
Um dia vou voltar a sentir borboletas no estômago.
Vou voltar a sorrir apaixonada e sem motivo.
Vou voltar a sonhar com finais felizes.
Vou voltar a acreditar que é possível.
Vou voltar a confiar.
Um dia vou deixar que me preencham.
Vou deixar que me agarrem, que me prendam.
Vou deixar que comédias românticas me façam sonhar.
Vou deixar que me façam promessas.
Vou deixar que me façam feliz.
Hoje quero estar comigo.
Hoje quero que a minha auto-estima seja só minha.
Hoje quero que as decisões não sejam partilhadas.
Hoje quero poder fazer o que bem me apetecer.
Hoje quero tomar decisões à última hora.
Hoje quero conhecer-me melhor.
Hoje sou feliz assim.
Vou voltar a sorrir apaixonada e sem motivo.
Vou voltar a sonhar com finais felizes.
Vou voltar a acreditar que é possível.
Vou voltar a confiar.
Um dia vou deixar que me preencham.
Vou deixar que me agarrem, que me prendam.
Vou deixar que comédias românticas me façam sonhar.
Vou deixar que me façam promessas.
Vou deixar que me façam feliz.
Hoje quero estar comigo.
Hoje quero que a minha auto-estima seja só minha.
Hoje quero que as decisões não sejam partilhadas.
Hoje quero poder fazer o que bem me apetecer.
Hoje quero tomar decisões à última hora.
Hoje quero conhecer-me melhor.
Hoje sou feliz assim.
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