terça-feira, 26 de outubro de 2010

Do estado em que se encontra a minha miopia

Sem lentes de contacto, ao sair da sala, fui contra a ombreira da porta.

I can read #23

 Comigo resulta.

domingo, 24 de outubro de 2010

Das coisas que me deixam um bocadinho triste

Imaginem o seguinte:
Têm uma amiga que teve uma relação longa. A relação acabou porque o dito cujo quis, não porque a amiga quisesse. Essa relação foi tão longa que a convivência foi muita, e expressões típicas da família da vossa amiga, foram-se entranhando na relação.
Depois da relação acabar, o dito cujo arranja uma namorada nova. A vossa amiga sofre porque no fundo ainda gosta dele. E vocês: "Tu és melhor que isto! Não te vais deixar abater por tão pouco! Tu se não tens ninguém é porque não queres!" e mais uma série de frases é-mais-fácil-falar-que-fazer que vocês tão bem sabem (porque já sentiram na pele) que confortam mas não resolvem. O sofrimento dela vai diminuindo, quase que inevitavelmente, com o tempo.

Um belo dia, vocês cruzam-se com o ex da vossa amiga e com a namorada nova. Nesse belo dia apercebem-se que ele trata a nova namorada de maneira exactamente igual à que tratou a vossa amiga. Com aquelas expressões tão típicas da família dela, que vocês só conhecem porque até tratam os pais dela por tios e é como se fossem mesmo da família. Que a nova namorada se ri dessas expressões (sem perceber sequer o que significam, que cada região do país tem os seus vocábulos, e a família da vossa amiga é um poço sem fundo de expressões fora do comum) como uma criança semi-histérica e acrescenta: "Dizes coisas tão engraçadas!"

E vocês lembram-se de como a vossa amiga lhe explicou o significado de cada expressão. De como ele ficava intrigado e fascinado de cada vez que ouvia uma nova. De como ele a tratava carinhosamente por esses vocábulos e vos ia contar que ela gostava/achava piada/ficava embevecida por ele usar expressões típicas da família dela.
E vocês (eu) têm pena. Porque uma coisa que era dela, que ela valoriza, de que ela tanto se orgulha, está a ser "mal-usado" por quem nem sequer o percebe. E por quem a fez tão infeliz.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

A minha primeira vez

Na biblioteca do ISCTE.
E a minha pergunta é: porque é que eu só descobri aquela maravilha no último ano de curso?!

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Procrastinar

Ter dois dias por semana sem aulas é um misto de:
- "Ah... hoje posso passar o dia no sofá!"
com:
- "Isto-de-passar-os-dias-a-molengar-tem-de-acabar-que- os-prazos-para-apresentar-os-relatórios-chegam-e-os-relatórios-não-se-fazem-sozinhos!"

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Semestre light?

Regressar a casa ao som do Oceano Pacífico chega a ter piada.

O melhor é que, àquela hora, a Segunda Circular é uma estrada aprazível.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Dos U2 em Coimbra

O meu afilhado esteve 5 minutos de boca aberta a olhar para o The Edge a tocar. Completamente estático.
Depois, olhou para mim e disse:
- Madrinha, este é o melhor dia da minha vida.

Até eu me fartei de pular e cantar.
Eles dão, efectivamente, um espectáculo maravilhoso.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

U2

É amanhã.
Perdoem-me mas eu não vou lá por eles.
Mas o maior fã que eu conheço tem 12 anos, sabe no mínimo todos os singles de cor, fica em estado catatónico em frente à televisão de cada vez que se lembra de ver um dos seus DVDs e, quando acordou do coma, o Elevation foi das poucas coisas com que o fizemos sorrir.

Amanhã vou ver o meu afilhado a ver os U2.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

É que já me dói a cara toda...

Bate leve, levemente
Como quem chama por mim.
Será gengivite, será um dente?
Do aparelho não é certamente e as cáries não doem assim.
Fui ver, é o siso.

Dasse, que isto de acordar as 4h30 porque o Sr. Siso acordou, tem muito que se lhe diga.
E algo me diz que enfiar anti-inflamatórios guela abaixo àquela hora, de estômago vazio, é bem capaz de não ser boa ideia...

sábado, 25 de setembro de 2010

Não sei se ria, se chore

Sei que já estou uns dias atrasada. E que já mais gente falou disto, e muito melhor que eu (Avé Polo Norte).
Mas só agora li, como tal só agora posso comentar.
E digo-vos, este texto está qualquer coisa.

Eu, curiosamente, sou Gordinha. Também curiosamente, não sou minimamente maria-rapaz. Ou pelo menos o meu conceito de maria-rapaz não inclui vernizes, maquilhagem, vaidades femininas e um certo aprumo em coisas simples, como a depilação. Mas claro está, eu posso estar errada.
Eu, curiosamente, quando estou com os meus amigos do sexo masculino considero-me (e eles a mim) "one of the guys", não tenho grande pudor de falar em sexo, dizer asneiras, ir comer bifes à Portugália, ir ao cinema, o que seja. Confesso que "fazer chichi de pernas abertas num beco do Bairro Alto" não faz parte da educação que os meus pais me deram.
Mas o mais giro, é que sempre fui assim, Gordinha, mas grande parte do tempo com namorado (que de acordo com a autora da crónica é quase incompatível). E mais giro ainda, é que sou exactamente a mesma Gordinha quando estou com as minhas amigas mulheres. Sempre.